quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Amanhã tudo se endireita.

Hoje é o Dia do Canhoto.


No passado, o canhoto era o esquisito, o "torto", o errado, o mal feito.

A esquerda é a mão que confunde, é a opinião adversa, é a razão brigando com o coração, que no lado esquerdo mora. Que confuso, não?!


Tem gente que não é canhota. Mas é errada, é torta, esquisita e mal feita. Tem canhoto que é tão certinho que poxa vida, deveria ser destro.


Neste 13 de Agosto de 2014, vi, li, ouvi e vivi coisas assustadoras. Algumas delas - alias, a maioria delas - reversíveis. Outras, irreversíveis e essas me chocaram. Hoje deu pra ver como o ser humano se tornou algo superficial, raso, infantil e oportunista. Tratando fatos trágicos, como o acidente aéreo de Eduardo Campos, por exemplo, em tom de piada, sarcasmo e baixaria.


Tratando a dor do próximo como SÓ a dor do próximo e não a sua. Sendo egoístas e pobres de espírito.


Mas quero me prender às coisas reversíveis. A perda, as mudanças e os sustos de hoje são reversíveis - pros canhotos e pros destros. São superáveis para quem se coloca no lugar do outro, pra quem tem compaixão, pra quem ouve antes de falar e pra quem cala, quando simplesmente não tem o que falar.


Opinião não custa nada, sai de graça. Mas sentimentos não têm preço, e opiniões esbarram em sentimentos.


Amanhã, não é mais o Dia do Canhoto. Então, eu vou acreditar que amanhã as coisas voltam a acontecer direito. 


Não sei quem está lendo isso, mas seja você quem for, sugiro que reflita seus atos para com os outros. Que aproveite os bons e maus momentos para se colocar mais no lugar do outro, para respeitar e ser empático. Altruísmo nunca saiu de moda, independente da época.


Sejamos pessoas direitas ou esquerdas, tanto faz e não importa.

Ser canhoto, nos dias de hoje, não é nada demais. Ser vazio, raso e banana, sempre vai ser torto. Pode acreditar.



segunda-feira, 7 de abril de 2014

E a arte é quem me guia!

Depois de cinco anos longe do palco, 2014 foi a hora de voltar a ele.
De 2007 a 2009 fiz quatro musicais e todos foram especiais, marcantes e divertidos.

Mas voltar ao palco é ainda mais especial, principalmente quando a ultima vez em que você pisou ali, você ainda era uma "pirralha", sem grandes preocupações ou compromissos.

E adolescentes, fazem o carnaval...

Essa volta me fez um bem enorme. Descobri que o palco é um dos únicos lugares onde, de fato, meus problemas, anseios e angústias ficam da cortina pra fora. Lá, eu sou leve, menina, espontânea e boba.

Age of Aquarius

Não que eu tenha um outro "personagem" nas ruas e nas salas de reunião, mas convenhamos que, no dia-a-dia, estamos vestidos com a roupa do escritório e a mascara dos compromissos e papos cabeça.

O palco me assustou nessa retomada. Me machuquei, tive medo de não dar conta, ainda mais com um elenco cheio de "pirralho" querido e gente mais esperta e ágil.

LENDÃO no palco!

Mas, depois de todo meu medo e receio, me vi bailando, rodando, subindo e descendo por aquele teatro, suas rampas e suas paredes, como nunca havia feito antes.

Me entreguei de corpo e alma, me doei, me sacrifiquei para deixar meus finais de semana de lado, me ferrei com um torcicolo, mas também me vi rodeada de gente querida, gente apaixonada e um elenco FODA.


Amor!


Selfie do Lendão!
E apesar do esforço, do cansaço físico, dos finais de semana "perdidos", não há nada que me tire a certeza de que foi a melhor forma de começar o ano.

Lendas e Tribos 2014 me deu os meus melhores momentos até aqui...

Ter outros costumes, outras línguas, outras leis, culturas e raças, não é uma ameaça.


5º certificado da Oficina dos Menestréis, me orgulho sempre!

Vou rezar para a Deusa da Arte e pedir que ela continue me acompanhando, pois eu saio do palco por mais um tempo, mas o palco e a arte não saem de mim.

Feliz, de alma lavada e com o coração cheio de amor e gratidão!
Valeu, Lendão!

De que tribo é você?

Samos vários tipos, várias tribos!

Você está no Lendas e Tribos 2014!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Presente da vida.

Voltemos no tempo.

Vamos para 2007, quando você completava 25 anos e a gente se viu, pela primeira vez.

Naquele verão de 2007/2008, quando a vida me presenteou com a sua chegada, eu brincava com a expressão "afinal, o que você vai contar para os seus netos?" referindo-se às minhas loucas histórias, que mais tarde passavam a ser histórias em comum...

Hoje, mais madura e planejando o futuro, eu já sei responder com seriedade o que vou contar para os meus netos: vou contar que o avô deles foi um homem sempre leal aos amigos e a família, um homem honesto, de princípios e valores muito bem definidos. Vou contar que a cada ano que passava, ele ficava mais indeciso e mais "bobo" - no que diz respeito aos assuntos do ❤️.

Vou contar que ele sempre me ensinou muito com seu silêncio, sua forma de se expressar com os olhos e através das músicas. Contarei também que esse pequeno-grande homem é o ser mais equilibrado que eu já conheci e que todos nós ainda temos muito a aprender com você.

Meus netos saberão que o avô deles nunca vai deixar de ser um menino: que gosta de video-game, que detesta compromissos e reuniões tão sérias. E nunca vai deixar de ser o homem mais batalhador, sonhador e um grande ídolo do Freestyle Motocross no Brasil, um dos pioneiros do esporte neste país e que NUNCA colocou seus interesses a frente de ninguém, pois sempre olhou ao próximo e batalhou por todos, mesmo por vezes aprendendo na marra que algumas pessoas não mereciam. 
Com sua ética e clareza de propósito, você sempre deu a volta por cima e o mais importante: continuou ao lado de quem realmente importa.

Por fim e não menos importante, vou contar que o avô deles é o homem com quem escolhi dividir os sonhos, as noites e o futuro. Até ficar velhinha gagá, com fios brancos e aposentada morando na praia. Tenho certeza que os seus netos terão orgulho de ver nossas fotos, sua história e o meu orgulho em ser a sua companheira.

Agora, em 2014 e com você completando 32 anos, eu só posso desejar que você continue a ser o que é, buscando sempre a evolução e suas conquistas. 

Felizes os que dividem momentos ao seu lado. O aniversário é seu, mas o presente é todo nosso.
Você é único, Giancarlo.
Parabéns, meu amor. 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Depois do fim do mundo...

Há um ano atrás, acabava o mundo.

As pessoas (me incluo nessa) têm memória curta e poucos vão se lembrar, mas em 21/12/2012, até o mais cético dos céticos estava apreensivo com essa história de fim do mundo.

Eu comemorei o fim do mundo numa mesa de bar. Para minha alegria, acordei no dia 22 e vi que o mundo não tinha acabado. 
Calma: acho que na verdade ele acabou, a gente só não percebeu.

Há uma inversão de valores brutal na sociedade. Os investimentos são destinados pra fins pouco relevantes, as pessoas precisam sonegar impostos para verem seus negócios crescerem, os casais não resistem à duas crises conjugais e as pessoas criam seus laços por interesses (e trocam de companhia como quem troca de lugar).

Passamos a ser mais intolerantes no transito, deixamos de nos comunicar com qualidade e nos tornamos pessoas práticas demais, pra um mundão que nos oferece dias com 24 horas - quando, no fundo, precisaríamos de 40.

O fato é que nada disso é desculpa. Ou cada um mexe sua própria bunda e sai pra fazer o melhor, ou não vai acabar só o mundo: acabam-se as almas!

E a grande verdade é que o mundo já acabou faz tempo.
Se você sobreviveu, faça por merecer!


sexta-feira, 21 de junho de 2013

É por 0,20 centavos, sim.

Talvez se não fossem estes 0,20 centavos, continuaríamos acomodados em nossos sofás, assistindo as emissoras de todo dia e acreditando nas notícias de sempre.

Em 27 anos, nunca havia visto um valor tão pequeno causar um dos maiores movimentos civis do nosso Brasil. 
Vivemos muitas coisas esta semana e acho (e espero) que ainda estamos só no começo. Tem muita rua pra ocupar, muita autoridade pra xingar e muita, mas muita sujeira pra limpar.

É pelos 0,20.
É por todas as mortes decorrentes de assaltos.
É por impostos abusivos e nenhuma melhora de serviços.
É por falta de leito nos hospitais.
É pelo salário mínimo dos Professores.
É pelas horas perdidas no caótico trânsito das grandes cidades.
É pelas péssimas condições do transporte público.
É pelo abuso de termos que pagar para estacionar em frente as Universidades, com flanelinhas "donos de rua".
É pelo descaso à saúde pública.
É pelo Feliciano, homofóbico, escroto e ignorante.
É pelo PT manipulando o país.
É pelo silêncio dos Governantes.
É pelos jatinhos particulares.
É pela falta de educação.
É pelas escolas de lata.
É pelos estádios da copa.
É por todas as PECs.
É pelo despreparo da polícia.
É pelo podre sistema carcerário.
É pelos preços dos pedágios e as condições lamentáveis das nossas estradas.
É pelo "acordo de cavalheiros" entre a Imprensa Marrom e os Partidos.
É pela falta de moradia.
É pelos "Bolsa tudo" que o governo empurra pra calar a boca das pessoas.

É pelo país MEDÍOCRE em que vivemos.

E eu ainda vejo gente se perguntando " e agora, qual é a causa?"

Acordem!
Temos todas as causas do mundo pra fazermos barulho.

Nós não podemos parar. Nós precisamos parar o trânsito, bater na porta dos Palácios e Prefeituras, reivindicar por tudo que é nosso por DIREITO.

Cansamos de respeitar os deveres.

Vamos em paz, sem agressões, sem depredar as cidades, pois já sabemos que, no final, somos nós quem pagamos  o prejuízo!

Mas vamos FALAR, GRITAR, MANIFESTAR.
Colocar a boca no mundo.
Expressar nossas opiniões.
Gerar discussões.
Fazer a diferença.

Diante de tudo isso, a maior violência que ainda vejo são as pessoas que se calam, não se posicionam e se anulam diante da sociedade.
É por causa da sua falta de posicionamento e opinião, que a voz dos homens de poder sempre foram mais altas que a voz do povo.

Vai pra rua,
Vai pra internet,
Vai pra qualquer lugar, mas VÁ!

#mudabrasil

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Obrigada por compartilharem.

Acabei de concluir o curso "Redes Sociais e Inovação Digital" realizado pela ESPM e ministrado por Gil Giardelli.

Poderia ter sido mais um curso de extensão, poderia ter sido mais uma "informação complementar" para o meu cv, mas as 15 horas de estudo significaram aprendizados para a vida toda.

Em cinco dia, conheci pessoas incríveis. Profissionais altamente capacidados e com muita propriedade intelectual, compartilhando com mais de 100 alunos suas experiências diante desse mundão que se transforma a cada dia. Todos eles falando do mesmo assunto, mas cada um seguindo sua opinião, suas experiências e convicções - assim como deveria ser na nossa educação básica, porque desta forma poderíamos nor tornar formadores de opinião.

Um dos educadores, Romeo Busarello, que hoje está a frente do Marketing da Tecnisa, respondeu a minha pergunta: questionei sobre como foi a "mudança de chave" para ele, já que não pertence à "Geração Digital" e, portanto, precisou se adaptar. E ele respondeu que não tem segredo, precisamos estudar, estudar e estudar. Ler mais, saber mais, trocar mais, porque estamos vivendo uma verdadeira revolução social - sem líder.

É preciso se libertar, pessoal. Estamos acabando com a tecnologia: usando-a de forma precária, amadora e infantil. Somos mais capazes do que isso. Precisamos comunicar um pouco mais de sabedoria, responsabilidade e relevância. Que seja feito e praticado o humor, mas que venha com inteligência.
Que as empresas possam deixar tanta informalidade de lado e se comuicar com seus consumidores de uma forma mais simples e empática.

Alguns ainda não sabem, mas o que somos no offline, somos no online. Refletimos ao mundo todas as nossas práticas, atrás de uma tela de computador ou atrás de uma mesa de bar.

Portanto, meus amigos, vamos aprender, vamos compartilhar, estudar e principalmente INOVAR. A gente não pode esperar, pois todo dia tudo muda.

Respondendo a sua pergunta, Gil Giardelli, nesta semana de curso eu aprendi: que quanto mais eu sei, menos eu sei; que experiências precisam ser compartilhadas; que não importa a ferramenta ou a rede social, pois o diferencial é quem está por trás disso; que as oportunidades acontecem para aqueles que por elas procuram.

Aprendi a ser mais humana e isso, nenhum dinheiro paga.
Obrigada Gil Giardelli e todos os profissionais/educadores que nos levaram conhecimentos.
Obrigada aos colegas de classe, pelas trocas, perguntas e risadas.
Obrigada @camposwell pelo glamour de uma foto com mais de 50 mil likes \o/
Obrigada a todos, pois juntos, vamos promover as mudanças!

Keep in touch, my friends!
Keep Walking...
Keep Learning...

Giu

obs: as fotos que não são minhas, são de colegas que compartilharam. :)













quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Menos hipocrisia, por favor.

Há 13 anos, o Big Brother Brasil está no ar.
No início, uma febre, uma novidade, uma curiosidade.

Naturalmente, com o passar dos anos, o modelo cansou. Mesmos biotipos, gostosas e fortões, mesmas discussões, os mesmos absurdos e o mesmo apresentador. A gente não pode negar que essa mesmice vem dando certo, já que o contrato se renova por longos prazos e o Programa atinge picos de audiência em 3 meses como poucos programas na televisão brasileira conseguem atingir.

O que não muda é a hipocrisia - e isso não dá ibope, pode acreditar.
Todo ano, os mesmos críticos, os mesmos comentários, as mesmas ofensas.

Assim como o BBB, que na opinião destes críticos é uma bosta de Programa, temos por aí tantas bostas na nossa televisão E fazendo parte da programação fixa. Exemplos? Programa do Gugu, todos aqueles programinhas da tarde (Claudette Troiano, Mama Bruschetta e por aí vai), Programa do Didi, Programa da Xuxa, Programa do Faustão... e eu não vejo as pessoas revoltadas, xingando, acusando e desrespeitando os telespectadores.

Elas simplesmente MUDAM DE CANAL.
E isso é o que você, que tanto critica o Big Brother Brasil, deveria fazer. Calar a boca, respeitar quem assiste, cuidar da sua vida e apertar a porra de um botão no controle remoto.

E eu espero que na sua casa tenha controle remoto.


A hipocrisia manda um beijo.
Smack!