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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Se virando nos 30

Eu nunca acreditei que idade vem acompanhada de pressupostos ou significados. Passei pelos 15, pelos 18 e pelos 25 com a maior tranquilidade.
Não. Peraê.

Tive espinhas, fui gordinha, sofri por amor (achando que sabia o que era amor), não sabia o que fazer na faculdade e bati muito a cabeça.
Beleza, não foi essa tranquilidade toda mas passou e cá estamos, amigos: nos TRINTÃO.

Eu queria dar um conselho pra vocês: as coisas mudam. Não é paranoia da minha cabeça, não é ideologia nem pressuposto: acontece um movimento bem louco na sua vida ao chegar nos 30.

De repente, passei a gostar de palmito.
Meu corpo mudou drasticamente, e ele muda diariamente e drasticamente. É como se todo dia, eu perdesse 5 kilos pela manhã e ganhasse 12 ao deitar. Não sei explicar.
O cabelo demora mais pra crescer.
A ambição profissional ganha uma proporção gigante, tudo é trabalho e você quer mais.
Passei a ver séries e seriados no Netflix, ( a última vez que fiz isso foi com Full House em 1995, eu acho).
Até no cinema eu tô gostando de ir.

A ressaca... Esse tema renderia um outro post, mas vamos resumir: não é mais ressaca. Você bebe e fica doente. Não há Engov ou Eparema que ajudem. Esquece. E ponto final.

Dilemas: vou não vou, compro não compro, caso não caso, escrevo não escrevo, bebo não bebo (sempre bebo, mas sempre penso que não deveria), ligo não ligo, malho não malho, sorrio ou choro, corro não corro, ouço não ouço, amo ou odeio, inspira ou respira.

Já fui em médicos e não tem jeito: é a fase dos 30 mesmo. Fico rezando pra dar alteração nos exames hormonais, mas não dá. Até grávida já achei que estava. Mas não estava.

O lado bom da história é que dá pra ser feliz assim, desse jeito meio esquisito. Tem que saber lidar com as surpresas, porque todo dia você reage diferente a alguma situação. É tipo uma bipolaridade não diagnosticada. O remédio pra ela é a calma.

vamos segurando os forninhos da vida pra seguir em frente.

Giovanna, é assim que me sinto. 

Uma mulher de fases, mas que continua sendo a última a sair da pista e que ainda odeia azeitonas. 


sábado, 21 de dezembro de 2013

Depois do fim do mundo...

Há um ano atrás, acabava o mundo.

As pessoas (me incluo nessa) têm memória curta e poucos vão se lembrar, mas em 21/12/2012, até o mais cético dos céticos estava apreensivo com essa história de fim do mundo.

Eu comemorei o fim do mundo numa mesa de bar. Para minha alegria, acordei no dia 22 e vi que o mundo não tinha acabado. 
Calma: acho que na verdade ele acabou, a gente só não percebeu.

Há uma inversão de valores brutal na sociedade. Os investimentos são destinados pra fins pouco relevantes, as pessoas precisam sonegar impostos para verem seus negócios crescerem, os casais não resistem à duas crises conjugais e as pessoas criam seus laços por interesses (e trocam de companhia como quem troca de lugar).

Passamos a ser mais intolerantes no transito, deixamos de nos comunicar com qualidade e nos tornamos pessoas práticas demais, pra um mundão que nos oferece dias com 24 horas - quando, no fundo, precisaríamos de 40.

O fato é que nada disso é desculpa. Ou cada um mexe sua própria bunda e sai pra fazer o melhor, ou não vai acabar só o mundo: acabam-se as almas!

E a grande verdade é que o mundo já acabou faz tempo.
Se você sobreviveu, faça por merecer!