segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Do Orkut pro Altar, até que enfim.

💌💌💌UFA!

Passado o final de semana e a saga do dente, agora estou com a “missão cumprida” e vou pro textão.

Começo pela saga do dente, porque é muito simbólica! Nunca tive uma cárie, nunca precisei usar aparelho, nada. Dentista era só pra fazer aquela limpeza. 
Mas em pleno 12 de Outubro, ou seja, 9 dias antes do casamento, tive uma dor de dente que foi se acentuando, inchou a boca e rosto e quando vi, minha gengiva já cobria boa parte do dente. Não contei nem pros meus pais, só o Gian e alguns amigos que viram minha situação no dia sabiam. Como eu já tinha dentista marcado para a semana seguinte, segui meu método tradicional de cura: fé, água e repouso.

Eu sabia que aquilo era uma forma de eu, obrigatoriamente, escolher onde minha energia seria canalizada. O corpo fala e o meu gritou. Na dentista, o diagnóstico: canal.
A dentista é minha cunhada e eu só olhei pra ela e implorei: “pelo amor de Deus, deixa o casamento passar”. E ela deixou. Segui com os cuidados básicos e rezei MUITO pra não voltar a dor, pra não inchar o rosto, etc.

Esses foram meus últimos dias antes de casar, mas a história dessa celebração começa há 10 anos atrás, quando já tínhamos feito nossa escolha de seguirmos juntos.

Absolutamente NADA do que eu pensei sobre 21.10.2017 aconteceu. Foi tudo muito melhor, especial e marcante. Eu ainda não consigo expressar essa mistura de sentimentos, mas parece ser uma receita com muita pitada de amor, alegria, ansiedade e um toque final de expectativas atingidas... Uma receita feita com cuidado, preparada com riqueza de detalhes, pra não desandar.




Dizem que o amor não tem forma, mas vou contar pra vocês que ele tem. Tem hora que vem em forma de sorriso, hora em abraços. Às vezes um grito pra extravasar, uma lágrima ao se emocionar... tudo isso é o amor!
E além de descobrir que ele tem forma, descobri que se renova. De repente me vi mais conectada e apaixonada pelos meus familiares e meus amigos. Expressando mais o quanto eles importam e me esforçando mais para estar mais presente, apesar de todo caos.


De repente me vi olhando pro Gian no meio da madrugada e precisando enxugar as lágrimas. Feliz pela escolha e pela pessoa que dorme ao meu lado - que cara foda! Que sorte a minha!



Ele já fez TANTO por mim, mas não satisfeito foi lá e manifestou seu amor através de lindas palavras em seus votos e através da música. Retomou ensaios com a banda da adolescência e me deu, de presente, um show.

Vou contar um segredo: eu algumas vezes já sonhei em ter um par superstar, ídolo e popular. Acho legal mesmo essa coisa do reconhecimento, da adoração através da arte, do palco... E de repente, me dei conta que meu sonho já foi realizado.
Meu marido é arte pura. É leve, é livre, é de verdade, é autêntico.

Fez até quem não gosta de rock’n Roll gostar!






Nao foi fácil chegar onde queríamos... Casar virou negócio. O casamento vem, geralmente, acompanhado de regras e padrões. NÓS QUEBRAMOS TODOS. 
Não por rebeldia ou desmerecimento aos outros casamentos em que já estivemos, mas porque os padrões de fato não combinam com a gente. Precisávamos colocar a nossa cara em cada detalhe, do all star das crianças, passando pelas bexigas na decoração, do Freddie Mercury substituindo a Marcha Nupcial até a bóia “erótica” que não era pra estar na piscina quando os convidados chegassem, mas estava.




 

E assim, nada foi tratado como negócio. Construímos uma relação diferente com nossos fornecedores, descobrimos afinidades, tivemos negociações tranquilas e ganhamos mimos de muita gente. Ouvimos também deles elogios sobre o nosso dia. Não eram elogios relacionados ao que TINHA , mas ao que FOI; a tudo que ficou MANIFESTADO em nossas palavras, atitudes e demonstrações de amor.

Até que enfim concretizamos um sonho antigo. Quase 10 anos de namoro e nosso matrimônio veio para encerrar um ciclo fundamental em nossas vidas e dar espaço a novos tempos. 
Novas experiências. 
Novos sentimentos. 


E voltando à história do dente, ouvi muita gente dizer que nossos sorrisos estavam radiantes (particularmente, é um puta elogio pra alguém que estava prestes a fazer um canal).

Como passei a acreditar que o amor tem forma, também descobri que o amor CURA.
Ele tem o poder de preencher um espaço enorme na vida das pessoas e fazer com que nenhuma dor seja maior ou mais percebida do que essa sensação de estar bem. De ser feliz.

Vou acreditar que, por um bom tempo, Gian e eu seremos mesmo as pessoas mais felizes desse mundo. Nos reservamos ao direito de sermos exageradamente felizes e realizados e seguiremos compartilhando o amor, because “All We Need is Love”!


 

LAST, BUT NOT LEAST, meu agradecimento especial aos meus pais, que colocaram a mesma (ou até maior) dose de amor que coloquei pra fazer tudo do jeitinho que imaginamos. Sei que esse sonho era compartilhado





E nosso eterno “obrigada” para Giu e Mau, que nos brindaram com uma cerimônia sublime, verdadeira e muito emocionante. Eles não vivem disso, foi a primeira vez, mas quando algo é feito com amor não tem como sair diferente. Vocês deixaram qualquer padre no chinelo e como já disse, queria mergulhar em cada vírgula e palavra. Encantaram a nós e muitos convidados!
 

 

Arrependimentos? Tenho três:
O primeiro foi ter, durante o caos de preparativos, aconselhado alguns amigos a não casar, porque era caro e dava muito trabalho para organizar. 
Retiro meu conselho: casem. Se acreditam no matrimônio, casem SIM! Só agora concordei com a propaganda da Mastercard - eles estavam certos, tem coisa que dinheiro nenhum paga.

O segundo arrependimento foi não ter comido. Deixei passar o jantar e doces. Só ataquei uma bandeja de coxinhas na madrugada. Mas em compensação, provei TODAS as bebidas...

E meu terceiro arrependimento foi não ter colocando band-aid nos pés no começo da festa. 
Vacilei!


 
Com amor, alegria, afeto e alívio
The Bride
#doorkutproaltar #atequeenfimgiuegian 

P.S: Te amo, meu amor.
P.S 2: Canal feito.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Ela é fogo.

Ela encara o desconhecido sem o menor temor. É como se compreendesse que não há opção, se não tentar. 


Sorri diante do nervosismo. 

Por fora , uma calmaria. Por dentro, um turbilhão. Controla até que bem sua ansiedade e vem aprendendo a ser mais tolerante e paciente - embora não pareça.


Ela extrapola. 

Vai além. 

Tão logo aprende, já quer mais. Gosta do abismo, da incerteza e do que não foi explorado ainda. Segurança não é sua prioridade, mas arriscar-se sim. 


De repente ela estoura o "Lá Maior" e tudo vira festa. 

E é como se nada tivesse acontecido e ela não saberia explicar o que fez para superar.

Talvez a vida lhe ensinou a dar a volta por cima e a não ter medo. 

Talvez ela já nasceu sem medo, não importa: a resposta vai sempre estar no seu otimismo, na sua coragem e na sua velha mania de enxergar a metade cheia do copo - e claro, de ter fé na vida. 



sábado, 31 de dezembro de 2016

Não se esqueça de 2016. Você vai precisar dele...

2016,

Você não foi nada fácil. Quando diziam que seria um ano ESQUISITO, INTENSO, de ENCERRAMENTOS e de muita ENERGIA, eu confesso que não entendi direito. Fui lá ler um pouco do que a astrologia nos reservava, fui entender questões espirituais, numerologia talvez... mas embora todas estas fontes dissessem as mesmas coisas, nenhuma delas nos preparou o suficiente.

Minha memória é bem razoável, mas confesso que não me recordo de um ano tão casca grossa como esse. Parece que colocaram o mundo no topo de uma montanha-russa, apertaram o botão de partida e largaram a gente numa aventura sem fim.

Quanta queda de dar frio na barriga, períodos curtos de estabilidade, daqueles que nem adianta você relaxar porque o que vem pela frente você já sabe que vai arrancar um grito da garganta... quanta ladeira íngreme subimos, criando coragem pra encarar o percurso sem querer virar as costas, sentar de bunda e escorregar de volta pra área da estabilidade. 
Foi cada reviravolta que até eu que amava loopings, enjoei. Lá estava o mundo girando loucamente, sem controle, sem freio, sem qualquer sinal de que iam dar uma brecha pra ele.


Nunca aquela expressão "para o mundo que eu quero descer" fez tanto sentido... 

Mas, por incrível que pareça, esta é a primeira montanha-russa já inventada que não pode parar. 

Todo esse movimento, energia e transformação que 2016 revelou ao mundo foi apenas o ponto de partida para um grande período de mudança. Fecharam-se ciclos, encerraram-se histórias, portas trancadas e corações aflitos. Perrengue atras de perrengue, eita atrás de eita. 



Mas tudo necessário. Eu sei, 2016, que a pior coisa que podemos fazer é tirar você da memória. Se fizermos isso, esqueceremos de tudo que vivemos e deixaremos de aprender com as dores, os medos, os sustos e os altos e baixos que nos rodearam tantas vezes.

Precisamos manter nossas memórias vivas para transformar nossas experiências. Precisamos lembrar do que foi bom. Usar as experiências positivas como alavanca. 
Só faremos diferente e só teremos um ano novo se NÓS nos reNOVArmos. A energia se constrói a partir de nós. O mundo é o lugar ao qual pertencemos, mas quem faz ele girar - e portanto quem colocou ele no topo da montanha-russa - somos nós.

Então, 2016, meu acordo com você é o seguinte: te guardo na memória, mas preciso seguir em frente. 

Não vale a pena lembrar do que não foi bom e remoer coisas do passado. Armazeno os perrengues mas mantenho vivas só as boas histórias, pode ser? E podemos combinar que vou dar essa sugestão a todos que amo? Seguir em frente sem amarras do passado?


Assim, a gente vai saber movimentar melhor essa montanha-russa. A gente vai curtir as subidas e descidas e saber que nos loopings estão nossas conquistas e emoções. Não vamos ter medo do que vem por aí, nada de querer olhar pra trás: pra frente é que se anda e olha que legal... esse trem não vai descarrilhar!

2017 é recomeço. São mais 365 oportunidades que teremos para viver, experimentar, fazer diferente. O ano só é novo quando a gente muda.

Armazenemos o passado.
Registremos os aprendizados.
Renovemos os votos.
Apertemos o cinto... pois daremos início ao futuro.

Quem topa ir pra fila da montanha-russa comigo?


PARTIU 2017!









segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Era só pra gringo ver. Mas tudo mudou.

Sou daquelas que pouco (praticamente nunca) se arrepende do que não fez. Prefiro viver tudo, extrapolar, mas ao menos ter história para contar.

Mas hoje estou arrependida. Não fui ao Rio de Janeiro. Não me importei com as Olimpíadas, critiquei muito tudo isso porque "porra, Brasil, isso é hora de fazer festa????"

Era. 


Era a melhor hora pra fazer festa. 

Ressurgimos das cinzas: de repente vimos um Brasil colorido. As cores vinham das delegações e seus uniformes, das quadras, das piscinas e, entre um break e outro, do mar carioca.



Nossa festa foi impressionante porque nós extravasamos. Porque tinha um nó no peito de cada brasileiro que nos tornou serumaninhos céticos, descrentes, reclamões e cegos. 
Daí, nosso peito explodiu. De repente nos vimos, todos, de peito aberto, sorriso na cara e gritos saindo da garganta.

Torcemos muito, pros brasileiros e também pros gringos simpaticões que a gente queria até levar pra casa. Vibramos com as competições e com cada surpresa que esse evento maravilhoso nos proporcionou.



A verdade é que lembramos quem somos. E isso não é maquiagem, pelo contrário. Apenas nos despimos daquele manto pesado, que carrega violência, corrupção, miséria e crises - e vestimos nossa saída de praia e nossas havaianas, pegamos um copo de plástico, um apito e cornetinha, e resgatamos nossa alegria, hospitalidade, jovialidade e capacidade ímpar de fazer festa.

Sambamos na cara da sociedade, com Gisele Bundchen dando uma forcinha! 

Eu sambei na minha sala, de onde acompanhei boa parte das Olimpíadas. Queria estar na ponte aérea, queria fazer selfie com Vinícius, mas nada disso eu fiz. 


Tem paraolimpíadas chegando, mais uma chance para viver isso! Vou deixar meu arrependimento pra lá e de hoje em diante, vou aceitar ver o outro lado da moeda:
Somos um Brasil de duas faces, mas a que me representa é essa: a face do amor e da diversão. Temos que acreditar nesse país e valorizar quem somos e o que temos.

Aquele manto pesado não me veste. Aliás, não veste pessoas do bem. Vamos vestir a alma com roupas leves, com bondade e com empatia. Vamos transformar nossos medos em paz e passar uma borracha nesta crise que quase nos afundou.

O brasileiro pode ser a pior ou a melhor coisa do Brasil.
Escolho ser a melhor.




E você?

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Se virando nos 30

Eu nunca acreditei que idade vem acompanhada de pressupostos ou significados. Passei pelos 15, pelos 18 e pelos 25 com a maior tranquilidade.
Não. Peraê.

Tive espinhas, fui gordinha, sofri por amor (achando que sabia o que era amor), não sabia o que fazer na faculdade e bati muito a cabeça.
Beleza, não foi essa tranquilidade toda mas passou e cá estamos, amigos: nos TRINTÃO.

Eu queria dar um conselho pra vocês: as coisas mudam. Não é paranoia da minha cabeça, não é ideologia nem pressuposto: acontece um movimento bem louco na sua vida ao chegar nos 30.

De repente, passei a gostar de palmito.
Meu corpo mudou drasticamente, e ele muda diariamente e drasticamente. É como se todo dia, eu perdesse 5 kilos pela manhã e ganhasse 12 ao deitar. Não sei explicar.
O cabelo demora mais pra crescer.
A ambição profissional ganha uma proporção gigante, tudo é trabalho e você quer mais.
Passei a ver séries e seriados no Netflix, ( a última vez que fiz isso foi com Full House em 1995, eu acho).
Até no cinema eu tô gostando de ir.

A ressaca... Esse tema renderia um outro post, mas vamos resumir: não é mais ressaca. Você bebe e fica doente. Não há Engov ou Eparema que ajudem. Esquece. E ponto final.

Dilemas: vou não vou, compro não compro, caso não caso, escrevo não escrevo, bebo não bebo (sempre bebo, mas sempre penso que não deveria), ligo não ligo, malho não malho, sorrio ou choro, corro não corro, ouço não ouço, amo ou odeio, inspira ou respira.

Já fui em médicos e não tem jeito: é a fase dos 30 mesmo. Fico rezando pra dar alteração nos exames hormonais, mas não dá. Até grávida já achei que estava. Mas não estava.

O lado bom da história é que dá pra ser feliz assim, desse jeito meio esquisito. Tem que saber lidar com as surpresas, porque todo dia você reage diferente a alguma situação. É tipo uma bipolaridade não diagnosticada. O remédio pra ela é a calma.

vamos segurando os forninhos da vida pra seguir em frente.

Giovanna, é assim que me sinto. 

Uma mulher de fases, mas que continua sendo a última a sair da pista e que ainda odeia azeitonas. 


domingo, 10 de janeiro de 2016

Carta aberta ao meu vizinho

Prezado Vizinho de cima,

Bom dia.
Mesmo depois da noite passada, regada a risadas, drinks, conversas e música, consegui acordar cedo. A vida segue normal aqui no andar de baixo, o prédio não desmoronou, a sujeira já foi limpa e eu te diria que a casa está pronta para receber mais gente. Mas não vou deixar você bravo pela segunda vez no ano.

Toda vez que vou receber alguém, a primeira pessoa que penso é em você. Calma, não se anime. Nunca pensei em te convidar para as minhas festas (apesar de já terem me recomendado fazer isso). Mas penso em você porque como um bom inconveniente que é, claro que você vai aparecer. Minha única dúvida é a hora da sua visita.

Toda vez é assim. O problema, vizinho, é que toda vez não é sempre - mas toda vez você reclama.
Já reparou? Você já reclamou de um barulho de móvel arrastando (neste dia estávamos sentados comentou fundue), reclama do volume do som, da porta batendo, das risadas... Ah, as nossas risadas! Como te incomodam, não?! Quando conheci você no elevador, chutei que você estava na casa dos 30. Mas acho que me enganei, você deve ser mais velho que meus avós - e eles são bem menos ranzinzas do que você!

Eu deveria ter raiva de você. Mas não tenho. Eu tenho pena. Pena porque você não sabe o que é dar risada sem parar. O que é receber amigos, não se importar com o volume da música e das vozes, e pelo contrário, querer sempre aumentar a intensidade das coisas que estão acontecendo ao seu redor... 

Toda vez você está em casa e quer ir dormir cedo. Será que você tem compromisso de segunda a segunda e não cabe NENHUM intervalo para diversão? Me parece que sim. Você sempre está na sua casa, isso deve ser horrível.
Eu ouço você andando pra lá e pra cá toda vez que estou no andar de baixo - e isso não é sempre, pois eu passo boa parte do meu tempo fora de casa (já tentou conhecer o mundo lá fora?)...

Ouço sua mulher tendo crise de espirros, ouço vocês aos domingos e tudo que faço quando ouço tudo isso é ligar o FODA-SE. Ao contrário de você, que liga pelo interfone. 
Aliás, como você é macho. Se limita aos pisões mais fortes e ao interfone. A síndica já me disse que você nunca fez uma reclamação formal. A polícia nunca apareceu por aqui. Você é mesmo fodão.

Tão fodão que acabei de me lembrar de uma vez que nos encontramos no elevador. Era uma quarta-feira e você estava com um saco de carvão e algumas sacolas do Pão-de-Açúcar. Me contou que sua mulher estava viajando e você ia aproveitar para receber uns amigos e assistir uma partida de futebol. E que caso fizessem muito barulho, eu podia interfonar.

Vizinho, você não sabe fazer barulho.
Sua reunião regada a cerveja e futebol nunca vai me incomodar, fique tranquilo. 
Lembra quando eu disse que eu tinha pena de você? Também tenho da sua mulher, que precisa viajar pra você poder curtir a vida.

E essa é a vidinha mais ou menos de vocês. E eu sinto muito.

O balde de água fria que você nos deu ontem me serviu para uma coisa: lavar a louça de hoje.


Espero que seu ano seja diferente. Que você aprenda com meus vizinhos de porta, que cumprimentam, conversam, perguntam como vão as coisas, nunca se queixaram do barulho - e nas vezes que você reclama, eu sempre pergunto para eles se algo atrapalhou. A resposta é sempre não, inclusive a neném de 2 anos consegue dormir com nosso barulho.
Espero que você receba mais amigos - caso os tenha-, saia mais, fique menos limitado a estes 85 metros quadrados de apartamento e essa acústica que é mesmo uma merda.

"Convivemos" há um ano e meio. Não somos amigos, sequer colegas, mas olha que ironia... Já sei tudo ao seu respeito, conheço sua rotina, sua falta de ter o que fazer e tudo que posso fazer é ligar o meu FODA-SE e torcer pra que você seja feliz. 

Caso você não saiba o que é ser feliz, interfone aqui no andar de baixo que eu te dou uma aula.

Meus pêsames,
Da sua vizinha do andar de baixo.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Sobre 2015: responda quem puder

Se virada de ano significasse virada de problemas e cenário, agora a gente tava rindo à toa.

A renovação de esperança, os novos sonhos e desejos, as promessas para si mesmo e para os outros... Olha só: é tudo novo e ao mesmo tempo, tudo velho.

Velho porque a gente insiste em manter os mesmos hábitos, seguir as mesmas regras, cumprir os mesmos rituais. Então, o "tudo novo" que simboliza aquilo que a gente quer, vem pelo caminho velho. Vem?

Oras, a gente dificilmente vai conseguir o novo, repetindo nossos velhos hábitos.
E assim pensado, para 2015 eu decidi mudar a forma e os modos com os quais eu já estava tão acostumada. A virada de ano não foi de frente pro mar, foi de frente pra música. 

Na primeira semana de 2015, eu já conheci coisa nova, gente nova, assuntos novos e oportunidades novas. A gente não é de ferro: confesso que algumas das minhas tentativas foram através da repetição de hábitos. E hoje, quando me peguei fazendo isso, decidi traçar a minha maior meta para 2015: não traçar meta.



Não quero criar expectativas, não quero depender do que planejei - e me frustrar se der errado -, não quero me cobrar tanto e quem sabe assim, os 365 dias do ano passam mais leves. Vou esperar menos, pra ter a sensação de receber sempre mais.


Felicidade e sossego dependem da freqüência com que a gente caminha. Dependem da nossa paz de espírito, de confiança depositada e de amor - o próprio e ao próximo. Esse é o ano onde eu quero deixar que as coisas se concretizem simplesmente porque precisam ser concretizadas.

Para 2015, prometo cumprir minha promessa de não prometer nada. Vou SER (feliz, realizada e surpreendida) de corpo e alma, para ter tudo aquilo que mereço.



E vamos - com calma - com tudo!
Happy New Year!